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O que é Transtorno Dismórfico Corporal?

Quando você olha no espelho, você gosta do que vê? Qual é sua relação com sua própria imagem? Muitas pessoas, especialmente mulheres, cultivam uma imagem distorcida de si mesmas e convivem com uma doença sem saber que a tem. O transtorno dismórfico corporal (TDC) é a condição neuropsiquiátrica mais relevante para o aumento de tratamentos médicos relacionados à aparência, dentro de um contexto sociocultural que valoriza a atratividade.

Porém, o conceito de “belo” além de subjetivo, se analisado isoladamente, pode ter diferentes significados para cirurgião e paciente diagnosticado com TDC. Para o profissional este conceito está mais relacionado à técnica, ao que é real. Já para o paciente o conceito pode ser mais abstrato e especialmente imaginário. Ou seja, ele busca a normalidade, estar dentro do padrão. O médico deve oferecer essa normalidade, mas existe um limite. Nem sempre é possível “melhorar” mais. É onde o problema surge.

Como surge o Transtorno Dismórfico Corporal?

Em toda doença mental há uma interação complexa de fatores biopsíquico sociais, culturais, genéticos e hormonais que podem funcionar como desencadeadores e repercutirem, de alguma forma, na autoimagem e na autoestima de alguém.

Todo transtorno mental é estigmatizado, mas o TDC é mais facilmente banalizado ou subestimado por ser confundido com vaidade e futilidade. Por isso a grande maioria dos pacientes preferem esconder seus sintomas. Esses sinais aparecem como obsessão pelo emagrecimento, problemas em se ver no espelho ou em fotos, excesso de exercícios físicos (que podem causar lesões no corpo), busca incessante pela perfeição e relação conturbada com a alimentação são alguns exemplos.   

O paciente de TDC pode fazer plástica?

Antes da cirurgia plástica, o ideal é que o paciente se submeta a uma série de exames pré-operatórios que inclua uma avaliação de risco do TDC, já que este diagnóstico só é identificado, geralmente, depois do procedimento.

Mas ser portador de TDC, dentro de um contexto leve a moderado, não é exatamente um critério de exclusão para procedimentos estéticos e/ou cirúrgicos. Uma vez que, muitos desses pacientes, são ativos e supostamente conscientes da realidade que buscam modificar.

Como resolver o transtorno?

Os distúrbios mentais são geralmente crônicos, ou seja, não há exatamente uma cura, mas controle. Melhorando a qualidade e o padrão de comportamento do paciente com a ajuda de acompanhamento médico, é possível levar uma vida normal. 

O tratamento precisa ser necessariamente multifuncional, ou seja, com uma equipe de médicos: neurologistas, psiquiatras, nutricionistas. Especialmente porque o TDC vem acompanhado de outro transtorno: o alimentar.  

Fonte: Medical Site